Category Archives: Terapia Intensiva


Pancreatite Aguda, ascite e função intestinal.

Um estudo recente avaliou a evolução clínica em pacientes com pancreatite aguda selecionados e submetidos à paracentese (punção transabdominal para retirada de líquido). As conclusões dos autores parecem sugerir que quando indicado, o procedimento parece melhorar a tolerância à alimentação oral, o atendimento mais rápido das metas calóricas quando do uso de dieta enteral e melhora dos sintomas de tubo digestivo nos pacientes submetidos.

Haroldo Falcão

Médico Nutrólogo (TE-ABRAN)

Presidente da Regional RJ | SBNPE

Biênio 2016-2017

 

Ventilação não-invasiva e nutrição enteral: há risco?

A alimentação por sonda nasoenteral pode ser um fator de risco para complicações de vias aéreas superiores em pacientes sob ventilação mecânica não-invasiva (embora não aparente ser fator de risco para aumento de mortalidade), foi o que observou um estudo publicado no periódico Respiratory Care, em Dez/2016. A avaliação do risco nutricional é uma etapa fundamental na determinação da margem de espera segura para início da NE. A instituição da alimentação enteral deve ser discutida com profissionais especialistas, levando em conta essas variáveis.

Haroldo Falcão

Médico Nutrólogo (TE-ABRAN) | Intensivista (TE-AMIB)

Presidente da Regional RJ | SBNPE | Biênio 2016-2017

Não apenas massa! A qualidade do músculo também importa.

A qualidade da massa muscular parece ser uma outra variável implicada no melhor prognóstico de pacientes graves. Na admissão, pacientes que apresentavam densidade muscular menor e lipo-infiltração evoluíram com maior taxa de mortalidade em 6 meses pós-admissão. Confira o link aqui.

Haroldo Falcão

Nutrólogo (TE-ABRAN) | Intensivista (TE-AMIB)

Presidente da Regional RJ, Biênio 2016-2017 | SBNPE

Disfunção Gastrointestinal na Unidade de Terapia Intensiva: consenso ESPEN

Referência básica da iniciativa européia para padronização de sinais e sintomas de tubo digestivo em pacientes graves. Acesso on-line gratuito clicando aqui.

Por Haroldo Falcão

Nutrólogo (TE-ABRAN) | Intensivista (TE-AMIB)

Presidente da Regional RJ da SBNPE | Biênio 2016-2017.

Nutrição Enteral segura na Ventilação Prona.

Um estudo publicado no JPEN mostrou que o uso de alimentação enteral em pacientes sob ventilação prona é seguro. Na coorte de 34 pacientes estudada,  não se observou maior incidência de volume residual gástrico aumentado, maior incidência de regurgitação ou menor infusão de dieta no grupo sob ventilação prona. A instituição de alimentação enteral em condições de risco não deve deixar de levar em conta elementos operacionais e humanos e a realidade local.

Haroldo Falcão

Nutrólogo (TE-ABRAN) | Intensivista (TE-AMIB)

Presidente da Regional Rio de Janeiro – SBNPE.

Desdobramentos do INTACT Trial

O estudo INTACT (Braunschweig et al.) ficou conhecido por ter sido precocemente interrompido ao mostrar aumento da mortalidade em pacientes que receberam aporte calóricos dentro das recomendações em relação àqueles cujo aporte manteve-se em torno de 55% da meta. Em um novo estudo post hoc, os pesquisadores mostraram que uma maior oferta calórica (≥18 kcal/kg) associou-se a maior risco de complicações na fase aguda, enquanto ofertas acima deste limiar foram protetoras tardiamente. Surpreendeu deste estudo o fato da oferta proteica mais alta aumentada estar  associada a piores desfechos tanto na fase aguda quando na fase crônica. Estas conclusões não devem pautar mudanças radicais em nossas condutas no momento, mas chama a atenção das dificuldades de se demarcar onde começa e onde termina o que se chama “fase aguda” ou “fase crônica” das doenças graves, no caso, da Síndrome de Angústia Respiratória Aguda.

 

Por Haroldo Falcão

Nutrólogo (TE-ABRAN) | Intensivista (TE-AMIB)

Presidente do Biênio 2016-2017 da Regional RJ-SBNPE

Esqueçam o selênio. Pelo menos por enquanto.

Uma meta-análise recente  concluiu contra os benefícios do selênio na redução da morbi-mortalidade em pacientes graves. Embora o emprego de um elemento com propriedades imunomoduladoras, anti-oxidante e anti-inflamatórias seja muito bem vindo no tratamento da inflamação sistêmica, as conclusões condensadas a partir dos vários pequenos estudos disponíveis não mostrou benefício.

Haroldo Falcão

Nutrólogo (TE-ABRAN)

Presidente da Regional RJ | SBNPE

Biênio 2016-2017

 

O intestino como motor da inflamação sistêmica.

Em novembro foi disponibilizada uma revisão interessante sobre o tubo digestivo como o motor da resposta inflamatória sistêmica. Esse tema já foi proposto há mais de uma década, mas retorna agora renovado por novos conhecimentos. Não mais restrito ao problema da translocação bacteriana, ao motor da inflamação sistêmica pode estar associado a produtos do metabolismo de sais biliares, a enzimas pancreáticas e à drenagem de moléculas inflamatórias para o sistema linfático mesentérico. Confira o material clicando aqui.

Haroldo Falcão

Nutrólogo (TE-ABRAN)

Presidente do Biênio 2016-2017

Regional RJ da SBNPE

Calorias “não-nutricionais” na UTI

Propofol, soro glicosado a 5% e citrato de sódio – utilizado na anticoagulação de pacientes em terapia de nefrosubstituição – podem corresponder a um aporte calórico adicional de até 500 kcal em pacientes graves. Confira este interessante artigo sobre o assunto.

Haroldo Falcão

Nutrólogo

Presidente da Regional RJ – SBNPE

Biênio 2016-2017

Fórmulas especializadas no paciente diabético na UTI.

Um estudo retrospectivo recente com um pequeno número de pacientes observou redução da mortalidade, redução nas necessidades de insulina e redução dos custos hospitalares em pacientes graves diabéticos que receberam fórmulas enterais especializadas.

Haroldo Falcão

Nutrólogo

Presidente da Regional RJ – SBNPE

Biênio 2016-2017